terça-feira, 27 de setembro de 2016

Fez diferença?

Na semana passada, um amigo meu falou comigo e disse todo convencido que ia votar no Trump. Não gostava lá muito dele, mas achava a Hillary muito pior -- terrível! Hoje, depois do debate, veio falar comigo e disse que o Trump era uma desgraça, completamente mal-preparado, não pode votar nele; mas a Hillary também não é lá muito boa, talvez não vote em nenhum. Ou talvez vote no Gary Johnson, o libertário, cujo mote é:

"The government today is the direct result of your choosing the lesser of two evils for generations."

É o que vai fazer o meu vizinho:




Bastidores das eleições

Não dêem muita importância aos debates presidenciais nos EUA. As pessoas que vão fazer a diferença e eleger Hillary Clinton para a presidência não ligam ao debate. Informem-se acerca da sofisticação da equipa analítica de Obama nas eleições de 2012 e imaginem o que isto não será quatro anos depois. É mesmo "data analysis on steroids!"

You may have heard how statistical wizard Nate Silver predicted the electoral votes for each state in the 2012 presidential election, showing that raw data crunching of polls is much more reliable than traditional punditry. What you probably haven't heard is how the Obama campaign built a 100-strong analytics staff to churn through dozens of terabytes of data with a combination of the HP Vertica MPP (massively parallel processing) analytic database and predictive models with R and Stata to gain a competitive edge.

Credit for the big data approach goes to Obama campaign manager Jim Messina, who decided to dive headfirst into an analytics-driven campaign. Messina commented, "We were going to demand data on everything, we were going to measure everything... we were going to put an analytics team inside of us to study us the entire time to make sure we were being smart about things." To ensure everything was measured, staff were evaluated on whether they entered data. The mantra became: "If you didn't enter the data, you didn't do the work."


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O debate

Achei o debate muito fraco no geral. Foi extremamente fraco para Hillary Clinton no início, mas também foi fraco para Donald Trump na segunda metade. O início para ela foi extremamente difícil, ela pareceu reluctante em dar respostas e pouco à vontade em política económica doméstica. Hesitava muito a construir os seus argumentos e sentia-se que não tinha convicção ou paixão pelo que dizia. As suas tentativas de simpatia, sorrindo e tentando fazer piadas, foram completamente falhadas. Eu que vou votar nela, detestei; mas a minha mãe sempre me disse que eu tinha uma capacidade enorme de tomar remédios mistela, logo irei tomar o remédio, mesmo torcendo muito o nariz.

Clinton pareceu-me altiva e arrogante -- como eu, mas eu tenho o bom senso de não me candidatar a nada -- e perdeu imensas oportunidades de dar respostas curtas e convincentes. Por exemplo, disse que o plano dela era aumentar os impostos aos ricos para financiar as suas políticas, mas não disse que os ricos estão com ela: por cada dólar que Trump recebe dos ricos, ela recebe $20. Os ricos ao apoiá-la estão a comprometer-se a pagar mais impostos, estão do mesmo lado do que os pobres: ela conseguiu convencer os ricos, mas ainda não se convenceu a ela própria.

O Trump deu-lhe imensas oportunidades que ela desperdiçou: disse-lhe que ela andava a combater o ISIS durante toda a sua vida; ora o ISIS é uma coisa relativamente recente, será que ele sabe que não existiu durante toda a vida de Clinton? Ela acusou-o de não pagar impostos e ele disse que, se tivesse pagado impostos federais, o dinheiro tinha sido mal-gasto. Ela devia ter rematado e dito: "tu próprio admites que não pagas! És melhor do que o resto dos americanos?" ou podia ter pedido explicações: "se és um empresário de tanto sucesso, como é que não tens lucro suficiente para pagar impostos?" Duh, meus caros, são perguntas óbvias!

Ele admitiu que defendia os seus interesses, os da família e os dos seus empregados e não chegou a dizer que iria trabalhar para os americanos; pelo contrário, quando os americanos entram em bancarrota, ele acha que o que tem mais lógica é ir à procura de imobiliário barato. Será que esse também é o plano da sua presidência: causar uma recessão para poder beneficiar os seus próprios negócios? Nunca saberemos porque nem Lester Holt, o moderador, nem Clinton lhe perguntaram.

Quando ele a acusou de não ter vigor, ela devia ter-lhe perguntado se o vigor dele vinha do Viagra -- então não era? Até parece que vocês não se perguntam como é que ele aguenta a Melania. E não venham com o sexo é privado, que ele anda sempre a fazer piadas sexuais. Ele meteu os pés pelas mãos em questões de segurança, racismo, igualdade de género, e política internacional.

Apesar dos erros, Trump pareceu mais terra-terra no início e simpático, se bem que estava sempre a aspirar pelo nariz. Talvez tenha alergias. O Neil Gaiman no Twitter achou-o "embarassing" pelo tique, mas nota-se que o Gaiman é todo Hillary. Para o fim Trump perdeu o controle e ficou mais beligerante -- não aguentou 90 minutos a fazer de Mister Simpatia.

Bem, no final, este debate não foi transformativo: quem gosta do Trump continua a gostar dele; quem gosta da Hillary continua a gostar dela. Eu continuo a gostar muito do Michael Bloomberg; apetecia-me emigrar para um universo paralelo. Por falar nisso, o pessoal do True Blood é todo Hillary.

A pergunta mais importante da noite foi a última, na qual o Lester Holt, Republicano, que não foi lá muito bom, especialmente no início -- o meu amigo Saleh em Nova Iorque diz que era como se o moderador não estivesse na sala, mas também disse que era um trabalho ingrato --, perguntou se eles iriam aceitar o resultado das eleições e o Trump, que foi o último a falar, disse que sim, que aceitaria se ela ganhasse...


Tudo a postos?

Pessoal, estamos a seis minutos do início do debate Clinton-Trump. Tudo a postos desse lado?

Que ganhe o melhor!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Veludo Azul...

De vez em quando, os EUA são um bocado com o início de Veludo Azul, o filme de David Lynch: tudo parece bem e, de repente, algo de surreal acontece. Esta manhã foi assim.

Na semana passada, recebi um postal para participar na network social da nossa vizinhança no NextDoor. Eu já participo na da minha vizinhança de Memphis, mas ainda não me tinha inscrito na de Bellaire; o postal foi a minha dica. A vizinha que mo enviou tem o apelido Duarte e o primeiro nome não me parecia português; depois de me adicionar ao grupo, vi que ela nasceu no Brasil. Ainda nem lhe enviei nenhuma mensagem em português.

Enquanto estava a tomar o meu chá e a minha torrada, dei uma vista pelo NextDoor e a vizinha Duarte tinha acabado de publicar que havia um atirador à solta no cruzamento Bissonnet/Weslayan. Sabem a Bissonnet, aquela rua esburacada de que já vos mostrei? Até vos fiz um vídeo que, por coincidência, começou neste mesmo cruzamento. Eu, que estava meia a dormir, pensei que fosse num cruzamento mais abaixo: a Bissonnet/Bellaire; depois li outra vez e acordei. O cruzamento onde se deu o tiroteio é onde passo todos os dias para ir para o trabalho e onde há uma pequena zona comercial. De vez em quando, vou à mercearia Randall's, compro a comida dos meus cães na Petco, e há umas semanas, do outro lado da rua do tiroteio, fui ao Skeeter's almoçar com uma rapariga portuguesa, super-simpática, que tinha entrado para o grupo portugueses em Houston recentemente. Ela vive mesmo nessa área e ouviu a comoção esta manhã dos helicópteros e das sirenes da polícia.

Com as redes sociais, a notícia espalhou-se rapidamente e os meus amigos todos no Facebook andavam aflitos a ver se eu estava bem. Por enquanto estou, mas os EUA são um bocado estranhos. Há muitos "acidentes" que acontecem. Em 2014, demorei-me um bocado para sair para ir almoçar a casa e, quando conduzia, notei que havia um helicóptero a sobrevoar à minha frente. Cerca das 12:30, um assaltante estava a tentar escapar à polícia num carro e chocou contra o Starbucks onde eu costumo ir. O cruzamento Bissonet/Rice estava bloqueado, o carro dele todo espatifado no meio da rua, e o corpo dele se calhar ainda lá estava dentro quando passei por perto porque a ambulância ainda estava em cena. Se eu tivesse saído à hora normal, se calhar tinha assistido.

Mas sorte, sorte, foi só ter morrido ele. Aquele Starbucks é pequenino, mas tem muitos clientes regulares, há muito senhores africanos que o frequentam e é normal juntarem-se na esquina do café a fumar e a conversar. Quando eu vi a cena imaginei logo o pior: que um deles tivesse sido esmagado durante o embate. Só houve alguém que ficou com alguns ferimentos ligeiros por causa do vidro estilhaçado. Uma senhora num carro teve alguns ferimentos também. Quase que vos contei esta história porque o Starbucks ficou fechado durante alguns dias e os clientes meteram um pedaço de papel a dizer que tinham saudades de eles estarem abertos, que gostavam muito dos empregados, enfim, as lamechices habituais dos americanos: "We miss you, we love you, come back soon!"

O atirador de hoje era um advogado, Nathan DeSai, que conduzia um Porsche Boxster preto, e tinha um curso de Direito da Universidade de Tulsa e um bacharelato em Psicologia da Universidade de Houston. O meu vizinho de gabinete, que é indiano, acha que DeSai é um nome indiano também, mas o Nathan parece ser ocidental segundo a foto do LinkedIn. Um vizinho meu no NextDoor dizia "Who terrorizes people with a Porsche Boxter? Gay" Pois, é uma mariquice não arranjar um Hummer para aterrorizar os vizinhos, até porque ele tinha-se dado ao trabalho de arranjar muitas armas e estava vestido com indumentária a rigor.

Parte do tiroteio deu-se em Law St. -- as coincidências... Houve vários feridos ligeiros e um em estado crítico. Um dos senhores, que foi apanhado pelo fogo cruzado, chama-se Eduardo Andrade (a sério!), tem 42 anos e ia a caminho do ginásio. Não foi ferido, só o carro sofreu danos. Dizia ele que tudo tinha sido tão aleatório. Sim, se reduzirmos tudo ao essencial, é mesmo tudo aleatório.

E ainda não é desta que eu vos conto o meu final de ano de 1999, que também meteu armas, assaltantes, FBI... Mas isso foi em Baton Rouge, Louisiana.

P.S. Esqueci-me de dizer: anda tudo armado até aos dentes por estas bandas, mas depois é sempre a polícia que apanha estes fulanos. Os good guys with guns são muito bad a manter a ordem...

Finanças da campanha...

A Bloomberg tem um artigo interessante acerca das doações dos bilionários às campanhas presidenciais de Clinton e Trump. Ela consegue atrair 20 vezes mais dinheiro do que ele neste grupo de pessoas. Deve ser a primeira vez que uma mulher esmaga um homem assim, numa campanha, entre bilionários.

Já nos "pobrezinhos", ela também ganha, pois tem mais doações individuais de menos de $200 do que ele -- é nesta área que a equipa do Obama é bastante hábil, o tal movimento "grassroots". Ela já angariou um total de $526 milhões; enquanto que ele tem um total de $182,1 milhões. O próprio Trump já contribuiu cerca de $54 milhões do seu próprio dinheiro, logo, quase 30%; no entanto, durante a campanha, os negócios de Trump têm beneficiado alguma coisa, pois ele arrenda as suas propriedades para alguns dos eventos e aluga o seu avião, tendo já recebido $8,2 milhões assim.

Ninguém sabe muito bem quanto vale Donald Trump: ele diz $10 mil milhões (biliões curtos, nos EUA); a Forbes diz que é mais $4,5 mil milhões e, mesmo assim, não há certeza. Como ele não revela nada das finanças privadas, não dá para saber; mas depois das eleições, quando for preciso pagar as contas, saberemos melhor. Em 2008, a campanha de Hillary Clinton acumulou uma dívida de $25,2 milhões, sendo $13,2 milhões desse dinheiro devido a ela própria. Demorou quatro anos para Clinton pagar a dívida dessa campanha, tendo de recorrer a parte das suas poupanças.

Os ricos...

Estava aqui a ler uma peça acerca de Greenwich, Connecticut, a terra dos hedge funds (o meu número no Google Voice tem o indicativo de lá, que é o número que eu ponho no meu CV às vezes, que eu não sou burra...), que está na Bloomberg.

Parece que aquilo anda muito mortiço. Não se compram Mercedes por $250.000, fica-se pelos de $70.000; as casas que se vendem são as de $2 milhões ou menos. Enfim, a vida está dura para aquela malta. Em 2015, decidiram aumentar os e houve uns não-pobres que se foram embora para a Florida, onde não há imposto estatal sobre o rendimento. Diz a peça:

The median annual household income is $135,000 -- compared with $56,516 nationally. Residents paid more state income taxes in 2014, the last year for which data are available, than in any other municipality in Connecticut.

Sore Point
The tax rate, by the way, is a sore point, and possible reason behind the departure of the likes of Paul Tudor Jones and Thomas Peterffy, who switched their permanent residences to Florida. The state income tax there is zero.

In 2015, Connecticut boosted the income tax for individuals making more than $500,000 and couples above $1 million to 6.99 percent from 6.7 percent. Levies on luxury goods rose to 7.75 percent from 7 percent on cars over $50,000, jewelry over $5,000 and clothing or footwear over $1,000.

Sternlicht said at a conference two weeks ago that this was why he relocated to the sunshine state. “We used to have no taxes,” he said wistfully, recalling Connecticut before it enacted its income tax in 1991.


Fonte: Bloomberg

Frases famosas 83


Sempre que desço a avenida até ao mar, vejo o mesmo cão.

domingo, 25 de setembro de 2016

Clinton vs. Trump: Primeira Ronda

Caros leitores,
Hoje estou no Observador a falar do debate entre Hillary Clinton e Donald Trump que se realizará na Terça-feira, às duas da manhã de Lisboa. Podem ler aqui.

(E obrigada ao LA-C por me ajudar com o meu português. É bom ter quem nos ajude.)

Três vídeos...

Um homem negro foi morto em Charleston, Carolina do Norte, pela polícia. O homem estava dentro do seu carro, parado no parque de estacionamento do complexo de apartamentos onde morava. A polícia estava lá à procura de outra pessoa e quando o viram no carro, pediram-lhe para sair. A vítima tinha sete filhos e tinha sofrido um acidente traumático cerebral por causa do qual estava sob medicação quando morreu. Não se sabe exactamente o que aconteceu porque nenhum dos vídeos é claro. A polícia diz que ele estava armado, mas a esposa diz que não. O vídeo da polícia não foi imediatamente divulgado porque, supostamente, iria afectar a investigação. A falta de informação e a percepção de que a polícia estava a esconder algo contribuiu para que houvesse manifestações violentas na cidade. Ontem o The New York Times divulgou o vídeo que a esposa da vítima tinha filmado; hoje a polícia decidiu divulgar os dois vídeos que tinha.

Em Tulsa, Oklahoma, outro homem negro foi alvejado e morto pela polícia no dia 19, Sexta-feira, neste caso por uma mulher polícia, o que é raro, mas a polícia decidiu divulgar o vídeo imediatamente na Segunda-feira, o chefe de polícia avisou que o vídeo era chocante, e a agente que disparou foi prontamente suspensa sem vencimento, acusada de "manslaughter", e detida, estando neste momento fora da prisão sob fiança. Talvez por a polícia ter tido uma atitude diferente, não houve confrontações violentas imediatas na cidade, e só agora é que o caso está a ter projecção nacional. Há marchas e manifestações de solidariedade para com a vítima, mas por enquanto são pacíficas. Tulsa é a segunda maior cidade de Oklahoma e é considerada bastante liberal para Oklahoma.

sábado, 24 de setembro de 2016

Com tempo tudo se aprende

José Sócrates de 2016 considera a concentração de poder em instituições do Estado um perigo para a liberdade dos cidadãos.
José Sócrates de 2008 considerou fundamental criar o cargo de secretário-geral do Sistema de Segurança Interna para a a segurança dos cidadãos.
José Sócrates de 2005 considerou fundamental criar a ASAE para a protecção dos cidadãos.
Em vez de Lyotard, tivesse lido Orwell.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mulheres determinadas

A história da rapariga que precisava de um sorriso e de alguma orientação, que teve a boa sorte de encontrar uma outra mulher que a conseguiu ajudar, revela acima de tudo a capacidade e auto-determinação das mulheres. Esta semana no programa de rádio Texas Standard, mencionaram um outro exemplo do esforço delas: Galveston não tem uma piscina municipal e muitas pessoas achavam que era um desperdício de dinheiro fazer uma.

Um grupo de mulheres achou que não e incomodou gente suficiente até conseguir os fundos iniciais para o projecto. Barbara Sanderson, a directora do Parks and Recreation Department, de Galveston, descreve-as assim:

“I guess you call them my pool ladies – and they were determined and went to the [Industrial Development Corporation] board and received about $250,000 in seed money to get some plans drawn”

~ Barbara Sanderson, entrevistada no Texas Standard

O projecto vai custar $4,5 milhões e o resto do dinheiro foi conseguido através de doações de privados e fundações e de actividades de angariação de fundos. De notar que um antigo CEO da Delta Airlines é residente na ilha e doou, juntamente com a sua esposa, $1 milhão.

Morde a vida!

Ó pessoas, não fiquem aí especadas a olhar para o novo sorriso desta moça, que foi oferta do Dr. Miguel Stanley, na White Clinic. Contactem a Patrícia Motta Veiga e façam um donativo para ajudar a dona do sorriso a pagar as contas até receber o primeiro salário. Eu, que estou do outro lado do mundo, já contribuí, logo que desculpa têm vós? Ah, quem disse que a sociedade civil portuguesa não era organizada?



Amadorismo vs. Desespero

O MAL n'O Insurgente sugere que o gráfico que o PS apresentou, no qual esticou o eixo vertical, é sinal de amadorismo. Vou discordar do MAL, mas, antes que me declarem guerra outra vez, vou dizer que até gosto do moço, só que está na minha natureza discordar de muita gente (e tenho de falar no MAL porque foi a única referência fácil que encontrei para o gráfico). Eu não acho que seja amadorismo o que fizeram ao gráfico porque revela que a pessoa que o fez tinha conhecimentos suficientes de Excel para distorcer a informação de modo a melhorar a aparência da coisa.

O que é revelado neste gráfico é o nível de desespero de quem nos governa -- já atiraram com a toalha à parede. Até aqui, havia alguma calma, asseguravam-nos de que a mudança de política ia eventualmente ter um efeito positivo na economia e que era uma questão de se esperar para se colher os frutos. Com este gráfico, há uma admissão de que não vale a pena esperar porque as coisas não vão ficar muito melhores do que isto, logo o melhor é mesmo distorcer a informação.

8 de Novembro: encontro marcado